Radiofármacos e suas aplicações
Capa Revista Cientifica BJHP V1 N2
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Palavras-chave

Radiofármacos
Radionuclídeos
Tecnécio-99m
Diagnóstico por imagem
Cintilografia cardíaca
Cintilografia óssea; Linfocintilografia

Resumo

A radiofarmácia se desenvolveu a partir da necessidade do estudo do corpo humano, por meio de imagens, com maior precisão, sensibilidade e precocidade no diagnóstico para atender a medicina nuclear. Historicamente está relacionada à descoberta da radioatividade e, também, aos estudos pioneiros de Henri Becquerel, Pierre Curie e Marie Curie. Os radiofármacos são compostos radioativos que em composição possuem um radionuclídeo (isótopo radioativo) responsável pela emissão de radiação ligado quimicamente a uma molécula não-radioativa que apresenta afinidade biológica por um determinado órgão ou sistema, com finalidade de diagnóstico ou terapêutica. O diagnóstico, por imagem, por meio da administração de radiofármacos é a área mais consolidada dessa ciência, representando aproximadamente 95% de todos os procedimentos em medicina nuclear. As imagens são adquiridas por meio da radiação emitida pelo radiofármaco presente no organismo, diferentemente das técnicas de imagens convencionais. Imagens obtidas com radiofármacos permitem a avaliação morfológica e funcional dos órgãos-alvo. De acordo com o tipo de emissão do radionuclídeo de interesse, as imagens de bases moleculares podem ser adquiridas por duas técnicas SPECT e PET, que permitem avaliar, qualitativa e quantitativamente, a atividade metabólica ou fisiológica de um determinado órgão ou sistema. Em resumo, as imagens obtidas por SPECT e PET constituem-se em procedimentos de diagnóstico seguro, eficaz, pouco invasiva e de alto valor de acuracidade para estudo de diferentes sistemas contribuindo com inúmeros benefícios para o paciente.

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