Investigação da resistência aos betalactâmicos e da produção de betalactamase de espectro estendido (ESBL) em isolados de Escherichia coli uropatogênicas ciprofloxacina-resistente
Capa BJHP V4N1
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Palavras-chave

Infecção do trato urinário
Escherichia coli uropatogênica (UPEC)
Betalactamases de Espectro Estendido
β-lactâmicos
Resistência bacteriana

Como Citar

Farias, D. V., de Castro, A. P., Lima, W. G., & de Paiva, M. C. (2022). Investigação da resistência aos betalactâmicos e da produção de betalactamase de espectro estendido (ESBL) em isolados de Escherichia coli uropatogênicas ciprofloxacina-resistente. Brazilian Journal of Health and Pharmacy, 4(1), 13–26. Recuperado de https://bjhp.crfmg.org.br/crfmg/article/view/160

Resumo

As infecções do trato urinário (ITU’s) são frequentes na população e causadas, principalmente, por espécies da ordem Enterobacteriales, como Escherichia coli. As quinolonas são amplamente utilizadas no tratamento empírico, porém tem sido marcante o relato de falência terapêutica devido a resistência bacteriana à esta classe de antimicrobianos, sendo instituídos outras classes para o tratamento dessas ITUs, como os betalactâmicos. Consequentemente, a resistência à essa classe tem aumentado, sendo a inativação por enzimas betalactamases a principal causa, com grande destaque para as Enzimas Betalactamases de Espectro Estendido (ESBL) e as carbapenemases. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o perl de suscetibilidade de E. coli uropatogênicas ciprooxacina-resistentes aos principais betalactâmicos utilizados na clínica, bem como investigar a presença de enzimas ESBL entre esses isolados. O perl de suscetibilidade aos betalactâmicos pela técnica de difusão em ágar e a investigação fenotípica pelo método de disco aproximação da produção de ESBL foram realizados de acordo com o Clinical Laboratory Standards Institute (CLSI, 2019) em um total de 52 isolados. 32,7% (17/52) dos isolados de E. coli foram sensíveis e 30,8% (16/52) intermediários aos betalactâmicos testados. Ainda, 11,5% (6/52) apresentaram resistência aos carbapenêmicos e foi detectada a produção de ESBL em 22 isolados (42,3%). Esses achados revelam a importância da investigação do contexto da suscetibilidade de E. coli resistentes a ciprooxacina e alertam para a necessidade da revisão constante de protocolos de tratamento de ITUs e monitoramento da disseminação da resistência bacteriana a esses agentes de relevância clínica.

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