O papel do farmacêutico nos Cuidados Paliativos: uma revisão narrativa
O papel do farmacêutico nos Cuidados Paliativos
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Palavras-chave

: Cuidados paliativos; prescrição inadequada; farmacovigilância; desprescrições.

Como Citar

Maure, A. K., Araújo Silva, R. ., Oliveira Martins, I. V., Gonçalves Rangel, J. ., Marques dos Reis, T., Carvalho Ribeiro, M. F., … Rossi Varallo, F. (2026). O papel do farmacêutico nos Cuidados Paliativos: uma revisão narrativa. Brazilian Journal of Health and Pharmacy, 8(2026), 21–33. Recuperado de https://bjhp.crfmg.org.br/crfmg/article/view/258

Resumo

O envelhecimento está associado ao aumento de doenças crônicas e graves, o que reforça a importância da abordagem paliativa. A Organização Mundial da Saúde recomenda que os cuidados paliativos sejam iniciados precocemente, em todos os níveis de atenção, visando prevenir sintomas, complicações e oferecer tratamento adequado. Nesse contexto, os medicamentos são fundamentais para o controle dos sintomas e promoção da qualidade de vida de pacientes com doenças graves, crônicas ou em fase terminal. Contudo, a polifarmácia nesses casos pode favorecer a ocorrência de eventos adversos a medicamentos, motivo pelo qual a prescrição e o monitoramento de resultados podem requerer uma atenção multiprofissional. Sendo assim, o presente estudo tem o objetivo de compreender o papel do farmacêutico nos cuidados paliativos. Trata-se de uma revisão narrativa. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, LILACS e SciELO, sendo artigos originais publicados em inglês, espanhol ou português entre 2015 e 2025. Foram inicialmente identificados 338 artigos na busca bibliográfica. Após a eliminação de duplicatas e análise de elegibilidade, 16 estudos foram incluídos nesta revisão. Verificou-se que as principais funções do farmacêutico que atua em cuidados paliativos são o manejo de sintomas, revisão da terapêutica, educação em saúde e coordenação do cuidado, especialmente na atenção domiciliar e primária. Os dados analisados confirmam que o farmacêutico tem um papel essencial nos cuidados paliativos, contribuindo para o uso seguro de medicamentos, melhora da qualidade de vida, prevenção de complicações e redução de custos. Destaca-se, como perspectiva futura, a necessidade de maior reconhecimento, capacitação e políticas públicas que fortaleçam sua atuação nos cuidados paliativos.

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