Resumo
Resumo
As mídias sociais desempenham um papel crescente na disseminação de informações sobre tratamento de emagrecimento, influenciando a percepção corporal e os comportamentos dos usuários relacionados ao peso. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é mapear e sintetizar o estado atual do conhecimento quanto a relação entre mídias sociais e a busca estratégias de emagrecimento pelos usuários das plataformas digitais. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme a estrutura metodológica do Joanna Briggs Institute (JBI). Foi realizada uma busca em bases de dados convencionais e literatura cinzenta. A seleção e extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes, com resolução de conflitos por um terceiro revisor e apresentados em formato tabular e descritivo. Foram incluídos 16 estudos, sendo a maior parte de desenho transversal (68%), seguidos por revisões sistemáticas e estudos descritivos. A população predominante nos estudos era composta por adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo feminino. As principais plataformas associadas à busca por informações sobre emagrecimento foram Instagram (56%), Facebook (38,8%) e Twitter (31,25%). Os estudos indicaram que os conteúdos sobre perda de peso nessas mídias incentivam dietas restritivas, uso de medicamentos como a semaglutida (Ozempic®) e procedimentos cirúrgicos, como a injeção intragástrica de toxina botulínica. Além disso, 31,25% dos estudos associaram o uso dessas plataformas ao risco de desenvolvimento de transtornos alimentares, potencializados pela comparação social e idealização de padrões estéticos inatingíveis. Portanto, os achados revelam que as mídias sociais influenciam na busca por tratamentos de emagrecimento, reforçando padrões estéticos inatingíveis e comportamentos de risco, destacando a necessidade de estudos longitudinais e intervenções para um ambiente digital mais saudável.

