Ácido acetilsalicílico na prevenção de eventos cardiovasculares: perfil de pacientes em um município de Minas Gerais
BJHP - V7N5
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Palavras-chave

Aspirina
Inibidores da Agregação Plaquetária
Prescrições
Prevenção Primária
Prevenção Secundária

Como Citar

Amanda Atanielly Ribeiro, Paulo Sérgio Gonçalves de Alcantara, Rafael Márcio dos Santos Souza, & Edmar Rocha Almeida. (2025). Ácido acetilsalicílico na prevenção de eventos cardiovasculares: perfil de pacientes em um município de Minas Gerais. Brazilian Journal of Health and Pharmacy, 7(5), 27–41. https://doi.org/10.29327/226760.7.5-4

Resumo

As doenças e agravos não transmissíveis (DANT) são uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, com destaque para as doenças cardiovasculares (DCV), responsáveis por cerca de 18 milhões de mortes por ano. Dentre as estratégias farmacológicas para redução dos índices de mortalidade provocados pelas DCV, existem a prevenção primária e secundária. Em ambas, o ácido acetilsalicílico (AAS) vem sendo empregado, apesar das evidências atuais mostrarem um elevado risco comparado aos seus benefícios na prevenção primária. O estudo objetivou analisar o perfil clínico e sociodemográfico dos pacientes que fazem uso do AAS para prevenção de eventos cardiovasculares no município de Taiobeiras - MG. Trata-se de um estudo transversal, com amostragem aleatória, no qual foram incluídas pessoas em uso contínuo do AAS, com idade igual ou superior a 18 anos. Foram sorteados 83 indivíduos para aplicação de questionário semiestruturado. O estudo demonstrou maior frequência de participantes do sexo feminino, com faixa etária superior a 60 anos, autodeclaradas pardas e analfabetas. Observou-se que a maioria dos indivíduos que faziam uso contínuo do AAS estavam utilizando o medicamento há 5 anos ou mais e encontravam-se em polifarmácia. Grande parte dos participantes relatou comorbidades como hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia. Nesse estudo, evidenciou-se que a maioria dos pacientes fazem uso do AAS para a prevenção primária de eventos cardiovasculares, contrariando o que recomendam os estudos mais recentes. Além disso, constatou-se que alguns pacientes já apresentavam doenças gastrointestinais prévias antes do uso do AAS, divergindo das recomendações sobre o uso do medicamento para esta população. Assim, faz-se necessário reavaliar os pacientes em uso do AAS para prevenção primária.

https://doi.org/10.29327/226760.7.5-4
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