Resumo
A interprofissionalidade na saúde é essencial para um cuidado centrado no paciente, mas ainda enfrenta desafios na formação acadêmica. Este relato descreve a experiência de quatro estudantes de Farmácia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) em uma disciplina interprofissional intitulada “Educação Interprofissional no Contexto dos Cuidados em Terapia Intensiva Adulto”, promovida pela Escola de Enfermagem. Durante uma semana, os alunos acompanharam pacientes em um Centro de Terapia Intensiva Adulto (CTI), participando de discussões clínicas com acadêmicos, docentes e profissionais de Enfermagem, Farmácia, Medicina, Fisioterapia, Nutrição e Odontologia. A vivência apresentou desafios, como a dificuldade em compreender termos técnicos de outras áreas e a insegurança em propor intervenções farmacêuticas. Ficou evidente que a formação em Farmácia ainda é focada em disciplinas básicas e tecnológicas, limitando a prática clínica. Entretanto, o contato direto com os pacientes e a troca entre as áreas da saúde fortaleceram a compreensão sobre o papel do farmacêutico no cuidado. Esse relato reforça a importância de inserir atividades interprofissionais na graduação, como estágios compartilhados, simulações clínicas e discussões de casos reais. A vivência mostrou que o trabalho colaborativo melhora a assistência e prepara os profissionais para atuarem com mais segurança. Desenvolver a interprofissionalidade na formação é essencial para construir uma prática farmacêutica mais integrada e eficaz, com profissionais comprometidos com a segurança do paciente.

