Fitoquímicos como moduladores de vias de morte celular programada e não programada no câncer de cabeça e pescoço: mecanismos moleculares e desafios translacionais
 Fitoquímicos como moduladores de vias de morte celular
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Palavras-chave

Flavonoides
Polifenóis
Medicina herbária
Compostos bioativos

Como Citar

Barbosa Rezende, R. (2025). Fitoquímicos como moduladores de vias de morte celular programada e não programada no câncer de cabeça e pescoço: mecanismos moleculares e desafios translacionais. Brazilian Journal of Health and Pharmacy, 8(2026), e309. Recuperado de https://bjhp.crfmg.org.br/crfmg/article/view/309

Resumo

O câncer de cabeça e pescoço (CCP), predominantemente representado pelo carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CCECP), permanece um importante desafio em saúde pública em razão de sua elevada morbimortalidade e das limitações terapêuticas associadas aos tratamentos convencionais. Evidências crescentes indicam que fitoquímicos de origem natural apresentam atividade antiproliferativa significativa e capacidade de modular vias moleculares centrais envolvidas na iniciação tumoral, progressão da doença e resistência terapêutica. Esta revisão narrativa integrativa tem como objetivo sintetizar criticamente as evidências atuais sobre o papel dos fitoquímicos como moduladores de vias de morte celular programada e não programada no CCECP. Foram analisados estudos científicos revisados por pares, recuperados em bases de dados internacionais, visando identificar as principais classes de fitoquímicos investigadas, seus mecanismos moleculares de ação e suas potenciais aplicações terapêuticas. Os achados indicam que compostos como curcumina, resveratrol, epigalocatequina-3-galato, quercetina, luteolina e apigenina exercem efeitos pleiotrópicos por meio da regulação de vias de sinalização críticas, incluindo PI3K/AKT/mTOR, MAPK/ERK, NF-κB e STAT3, resultando em parada do ciclo celular, indução de apoptose e redução da invasividade tumoral. Apesar do robusto conjunto de evidências pré-clínicas, persistem desafios translacionais relevantes, especialmente relacionados à baixa biodisponibilidade, à heterogeneidade tumoral e à escassez de ensaios clínicos bem delineados. Conclui-se que os fitoquímicos emergem como agentes adjuvantes promissores no manejo do CCECP, desde que estudos futuros avancem na superação de limitações farmacocinéticas e no fortalecimento da validação clínica por meio de abordagens translacionais e de medicina de precisão.

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