Resumo
O uso de medicamentos para emagrecimento tem aumentado nas últimas décadas, impulsionado por padrões estéticos rigorosos e pela busca por soluções rápidas para a perda de peso. No entanto, essa prática, frequentemente realizada sem prescrição médica ou acompanhamento profissional, representa uma preocupação relevante em saúde pública, devido ao uso indiscriminado e inadequado de substâncias farmacológicas. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar, na literatura científica, a farmacologia e os riscos clínicos ao uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento, bem como discutir suas implicações sanitárias e o papel do farmacêutico na promoção do uso racional. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, na qual foram identificados os principais efeitos adversos relacionados a essas substâncias, incluindo complicações metabólicas e cardiovasculares, transtornos psicológicos e risco de dependência química. Adicionalmente, discutiu-se o papel do farmacêutico na promoção do uso racional de medicamentos, na orientação terapêutica e na prevenção da automedicação. Os achados evidenciam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas e da implementação de ações educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos do uso não supervisionado de medicamentos para emagrecimento.

